Idi Amin Dada. Um dos déspotas mais sanguinários na história da África.


Idi Amin Dada (1920-2003) chegou ao poder em 1971, incitando uma rebelião seguida de um golpe de Estado militar contra o presidente Milton Abote quando este estava em uma visita de Estado a Cingapura para a Conferência da Commonwealth. Idi Amin era um monstro frio e calculista de proporções épicas, que serviu como Presidente de Uganda de 1971 a 1979. Seu governo ficou caracterizado por violações dos direitos humanos, repressão política, perseguição étnica, assassinatos, nepotismo, corrupção e má gestão econômica. Milhares de ugandeses foram massacrados como resultado do genocídio e limpeza étnica que definiu seu governo. Amin eliminou toda a oposição ao seu governo, real e imaginada, e frequentemente transmitia na televisão local suas execuções através de um pelotão de fuzilamento. Amin condenou muitos de seus ministros e capangas militares quando estes perderam utilidade para ele. Na época circulavam boatos que Amin guardava suas cabeças decapitadas em geladeiras no seu Palácio Presidencial em Kampala. Durante seu brutal governo, ele ganhou vários títulos como "Açougueiro de Uganda", "Hitler Negro", "O Carrasco Idi Amin" e "O Terrível". A Human Rights Watch, organização internacional não governamental que defende e realiza pesquisas sobre os direitos humanos, calcula que o número de pessoas mortas durante seu governo ficou na faixa de 300.000 a 500.000. Após a Guerra Uganda-Tanzânia (1978–1979) onde Amin tentou anexar uma região conhecida por Kagera, grupos dissidentes conseguiram encerrar seu regime de oito anos, forçando seu exílio. Primeiro ele foi para a Líbia, depois para a Arábia Saudita. Ao entrar em coma e próximo da morte acometido de insuficiência renal, a família de Idi Amin implorou ao então presidente de Uganda que permitisse o retorno de seu marido para passar os últimos dias de vida em sua terra natal. A resposta recebida foi que se Amin retornasse ele teria que responder por seus pecados no momento que entrasse em Uganda. A família então decidiu desligar o suporte de vida e Amin morreu em um hospital saudita, sendo enterrado na capital Jeddah em uma cova simples, sem qualquer cerimônia.
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